© Pedro Menezes
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Gastronomia

 

Se no passado as plantas silvestres foram usadas na alimentação por necessidade de subsistência, hoje algumas são consideradas iguarias e muito apreciadas. Das especificidades locais usadas na gastronomia, merecem destaque as plantas referidas de seguida.

- Os ranchões (Rapistrum rugosum), erva rasteira e de folhas largas que aparece com as primeiras chuvas de outubro. As folhas são cortadas como se faz à couve e cozidas em água e sal. Após a cozedura a água é escorrida. Depois é novamente adicionada água, acompanhada de azeite, alho e pimenta, indo ao lume. Os ranchões preparados servem de acompanhamento à escarpiada.

Ranchões (c) Francisco Fernandes

- As serralhas (Sonchus oleraceus) são utilizadas em salada. Após lavagem com água, as folhas são cortadas como se faz à alface e esfregadas de modo a se tornarem menos ásperas. Depois são temperadas com vinagre, azeite, alho e sal; servindo-se com bolo do caco e escarpiada.

- Os saramagos (Sinapis arvensis) são cozidos em água e temperados com sal, alho e azeite.

- O perrexil ou funcho-marinho (Crithmum maritimum) apanhado nas rochas da costa, é cozido com muita água, dando-se uma breve fervura. Depois de escorrida a água, são colocados em frascos, em escabeche, ou seja, em vinagre, pimenta, alho e sal. Na atualidade é utilizado como acompanhamento dos pratos de peixe, na sexta-feira Santa. Associado ao uso de plantas silvestres temos o consumo de peixe, como o atum e o gaiado, sendo este último muito apreciado, consumido grelhado ou em escabeche, depois de sujeito a um processo de salga e de seca utilizada pelos mais antigos.

Perrexil (c) Neide Paixão

A escarpiada, semelhante ao pão asiático, apresenta uma espessura fina, sendo confecionada com farinha de milho. O gosto por este tipo de pão terá sido introduzido pelos árabes. A farinha de milho, moída no passado essencialmente com recurso ao moinho de mão, era colocada num alguidar e amassada com água fria e uma “pitada” de sal. Untada a pedra (caco) com azeite ou banha de porco, quando quente, colocava-se em cima um pedaço de massa, achatando para ficar bem fina, voltando-se dum lado e do outro, para ficar lourinha, sem queimar. A escarpiada é usada todo o ano e come-se com gaiado, chicharros assados, salada de serralhas e lapas cruas. O bolo do caco do Porto Santo distingue-se do da Ilha da Madeira pelo facto de ser mais alto, maior e não levar batata-doce. O nome advém do facto de, originalmente, ser cozido em cima de um “caco”, ou seja, uma pedra.

Escarpiada (c) Câmara Municipal do Porto Santo

As capelas são pão doce, que no Porto Santo tem o aspeto de uma capela, adquirindo por tal essa designação, sendo muito apreciadas por altura de São João e de São Pedro. Na doçaria são igualmente apreciados os biscoitos duros, de sabor salgado, as rosquilhas doces e as broas de mel, muito consumidas por altura do Natal.

Capela

 

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