© Pedro Menezes
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© Câmara Municipal do Porto Santo
© Neide Paixão
© Câmara Municipal do Porto Santo
© Élvio Sousa
© Susana Fontinha
© Élvio Sousa
© Francisco Fernandes
© António Aguiar
© Susana Fontinha
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© Filipe Viveiros
© Élvio Sousa
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Museus

 

CASA COLOMBO – MUSEU DO PORTO SANTO

Segundo a tradição oral, Cristóvão Colombo terá vivido na Ilha do Porto Santo, naquela que é hoje conhecida como a Casa Colombo – Museu do Porto Santo, depois de ter casado com a filha de Bartolomeu Perestrelo, primeiro capitão donatário do Porto Santo. Entre 1580 e 1582 terá sido aqui que programou e se preparou para a sua grande viagem de conquista das Índias pelo ocidente, que acabou por se traduzir na descoberta de terras americanas. Este Imóvel de Interesse Municipal consiste num prédio urbano, isolado com logradouro murado, junto à igreja de Nossa Senhora da Piedade – igreja matriz do Porto Santo. Anota-se, ainda, um corpo de construção do séc. XV, de pedra regional aparelhada, com uma porta emoldurada. Vêem-se outros testemunhos da sua antiguidade através de duas janelas de arco em ogiva, com placas de tijolo atestando a estilo gótico e lintel em madeira. Aponta-se um acrescento vernacular com introdução de elementos identificadores de arquitetura regional como beirais duplos, janelas emolduradas de cantaria, tapa-sóis fasquiados, óculos ovais e um volume exterior de forno de pão. O outro corpo é do séc. XVII, no interior do qual sobreviveram duas matamorras, primitivos silos, escavados no subsolo para guardar cereais. Inaugurada como museu em 1989, sofreu em 2003 obras significativas, fazendo parte do seu acervo um núcleo de obras e artefactos relevantes: objetos etnográficos e trajes confecionados em parceria com o Museu do Traje, retratos de Cristóvão Colombo, um do séc. XVII; gravuras; mapas/cartografia; e um núcleo arqueológico, cedido temporariamente pelo Museu Quinta das Cruzes, originário do navio Holandês “Slot ter Hooge”, da Companhia das Índias Orientais, que naufragou a norte do Porto Santo, a 19 de novembro 1724, ao largo da Baía do Guilherme (lingotes de prata com contrastes holandeses, moedas holandesas, espanholas e mexicanas em latão, uma tampa de tabaqueira e fragmentos de cerâmica).

Casa Colombo - Museu do Porto Santo © Câmara Municipal do Porto Santo

 

NÚCLEO BRUM DO CANTO

Este núcleo é uma forma de homenagear Jorge Júdice Limpo Brum do Canto (Lisboa, 10 de fevereiro de 1910 - Lisboa, 7 de fevereiro de 1994), cujas raízes familiares são oriundas da Madeira e dos Açores, tendo a sua avó paterna, Maria Amélia Vaz Teixeira Perestrello Drummond da Câmara Escórcio Henriques Brum do Canto, vastas propriedades nesta ilha. Jorge Brum do Canto realizou os seus estudos em Lisboa, onde se licenciou em Direito na Universidade de Lisboa. Destacou-se como realizador de cinema, fazendo argumentos, adaptação, edição, banda sonora, efeitos especiais e figuração, colocando na vanguarda o cinema em Portugal. Assinou críticas de cinema no jornal “O Século” e na revista “Cinéfilo”. O Núcleo Brum do Canto possui um espólio documental e pessoal do cineasta, referente à sua vasta filmografia como “A Canção da Terra” de 1938, que retrata o quotidiano da Ilha do Porto Santo e das suas gentes, sendo alguns figurantes Porto-santenses. Mostra, ainda, objetos pessoais como retratos (gesso, oleografia, fotografia), medalhas, insígnias, certificados, troféus, diverso material cinematográfico (bobines, filmes, placa de realizador) e ainda, um interessante conjunto de desenhos, sobre diversas espécies de peixes, de sua autoria.

Núcleo Brum do Canto

 

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