© Pedro Menezes
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Lendas e estórias

 

LENDA DA IMAGEM DE SÃO PEDRO

Reza a lenda que, há muito tempo, um pastor que andava a pastorear o seu gado nas proximidades do Ribeiro da Quebrada, por cima da Capela de São Pedro, foi beber água a uma nascente que ali havia e encontrou a imagem de São Pedro. Foi imediatamente dar a notícia às autoridades, tendo sido a imagem levada em procissão para a Igreja Matriz. No entanto, como que por milagre, a imagem voltou a aparecer no mesmo Ribeiro. Decidiu-se então pela construção de uma Capela no local, em sua honra. De referir ainda que algumas vezes a imagem aparecia de costas para a porta e noutras ocasiões, de costas para o altar.

Capela de São Pedro © Pedro Menezes

 LENDA DO PICO DE ANA FERREIRA

Conta-se que Ana Ferreira era filha bastarda de D. João II e que fora enviada para o Porto Santo, tendo-lhe o rei atribuído o Pico onde se pastava o gado. Quando teve conhecimento de tal prenda, reclamou “Então fico com o pico para pastar gado?”; tendo alguém respondido “A senhora não recebe apenas o pico e as pastagens, recebe as terras de lavoura, regadas pela água da chuva”, já que daquele pico se obtinham cereais e uvas para a população.

 Pico de Ana Ferreira (c) Susana Fontinha

 LENDA DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA

Certo dia, uma imagem de Nossa Senhora foi achada, metida numa rocha, perto do lugar das Casinhas. Tentaram várias vezes levá-la para a Igreja Matriz, mas, no dia seguinte, a imagem reaparecia no local original. Iniciou-se então a construção de uma capela no local onde a imagem aparecia.

Capela de Nossa Senhora da Graça © Pedro Menezes

LENDA DO REI D. SEBASTIÃO

Diziam, antigamente, que o rei D. Sebastião iria aparecer numa quinta-feira e no dia de S. João. Nesse dia, a cidade do Funchal seria arrasada e a escada do Monte serviria de cais. Proferiam que ele apareceria numa linda praia (Porto Santo) e, nesse dia, as pessoas teriam de fugir sem olhar para trás, senão transformar-se-iam em pedras de mármore.

 

LENDA DOS BOIS

Passada de geração em geração, reza a lenda que avistados os barcos de piratas ao largo da ilha, a população decidiu encaminhar o gado para a praia e, ao anoitecer, amarraram archotes nos seus cornos, criando a ilusão de um grande número de habitantes. Perante tal, os piratas não ousaram invadir a ilha e zarparam.

 

OS PROFETAS

Em 1533, vivia no Porto Santo um homem de nome Fernando ou Fernão Nunes, que se fazia passar por profeta inspirado pelo Espírito Santo, o qual lhe guiava os passos e ditava as palavras, acompanhado da sua sobrinha, chamada Filipa Nunes, de 17 anos. Numa noite desceram dos montes até à vila, com uma campainha na mão. Reunida muita gente para saber o que se passava, Fernão Nunes apontava-lhes os pecados que haviam cometido, sendo por isso, facilmente acreditado, não só pelo povo ignorante, mas também por juízes, vereadores e principais homens da ilha. O povo, influenciado pelo falso profeta, dedicou-se em exclusivo à religião, rezando ferverosamente para remissão dos pecados, abandonando as terras e os animais, perdendo o seu meio de subsistência. Conhecidos na Ilha da Madeira tais factos anormais, chegou à Ilha do Porto Santo o corregedor João de Afonseca, acompanhado de dois escrivães, que prendeu os dois profetas enviando-os para a cadeia de Machico. Foram depois enviados para Évora, onde foram julgados, cuja sentença foi a de permanecerem na escadaria da porta da Sé de Évora, durante a celebração da missa, com um cartaz que dizia “Profeta do Porto Santo”. Desde então o título não caiu em desuso, sendo os Porto-santenses apelidados de “Os Profetas”.

 

 

 

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